sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mercado de motocicleta no Brasil – Primeiro semestre 2012

Motorcycle market in Brazil - First half 2012

Escrito por: Alex Rosa

O mercado de motocicletas recuou em 13% no primeiro semestre 2012. Foram 897.252 unidades contra 1.033.443 no mesmo período do ano passado de acordo com dados divulgados dia 10 de julho de 2012, pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Se compararmos o mês de julho com maio, houve retração de 8,2% com comercialização de 138.835 motos contra 151.316. Em relação a junho deste ano e o mesmo mês no ano passado, a queda foi de 13,6%.
Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o setor vem sentindo efeitos da crise econômica global e as vendas em junho foi o mais baixo da história e o pior do ano.

"Isso é reflexo também da queda das vendas financiadas. Em 2011, representou 52% das vendas e, este ano, 46%. Uma parte dessa perda foi absorvida pelas vendas à vista e outra pelo consórcio, mas foi uma parcela muito pequena que não conseguiu compensar a perda dos financiamentos", explicou Fermanian.

A expectativa é que o setor feche o ano com queda entre 10% e 15%.  Fermanian lembrou que a previsão feita em novembro do ano passado era que as vendas em 2012 fossem 5% maiores.

Recordando

Tentativa 1 para combater as baixas vendas

Em dois decretos publicados do Diário Oficial da União no mês de maio 2012, o governo anunciou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para motos, micro-ondas e aparelhos de ar-condicionado.
Os impostos aumentaram de 20% da alíquota para 35%, segundo a Receita Federal. O aumento é válido para produtos nacionais ou importados, mas a alíquota não incidiu sobre produtos originários da Zona Franca de Manaus, que permaneceramo com IPI de 20%.
Opinião
Cadê o incentivo do governo para este setor?
O setor duas rodas representa a segunda maior fatia fabril da zona franca de Manaus perdendo apenas para o setor de eletrônicos, gera cerca de 20 mil empregos diretos. Os pátios das fábricas estão completamente lotados, devido à retração do mercado. O governo combateu as importadas para proteger a zona franca de Manaus aumentando impostos, por outro lado, não incentivou o mercado das nacionais reduzindo os impostos, e “pra ajudar” os bancos estão com créditos super-retraídos e cada vez mais rigorosos em suas analises para aprovar uma ficha de financiamento. Vamos acordar senhores ministros!